Actividades/Terrorismo/Acções Contra-Terroristas
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Principais Acções Contra-terroristas Internacionais
( Julho a Novembro do ano 2005 )

As notícias contidas neste documento foram retiradas da imprensa nacional ou estrangeira. Os países estão organizados por ordem alfabética.

 

JUNHO

ALEMANHA

  • A 14 de Junho, foram detidos três iraquianos suspeitos de financiarem o grupo Ansar Al-Islam, com ligações à Al Qaida.
  • A 21 de Junho, um cidadão marroquino, ilibado, no passado dia 9, por um tribunal federal alemão de envolvimento nos ataques de 11 de Setembro de 2001, por falta de provas, mas considerado uma ameaça à segurança pelas autoridades de Hamburgo, regressou a Marrocos.

 

AUSTRÁLIA

  • Dois cidadãos australianos, Fahem Khalid Lodhi e Bilal Khazed, vão ser julgados por crimes relacionados com o terrorismo. O primeiro é acusado de nove crimes, incluindo o planeamento de atentados à bomba contra um ou mais estabelecimentos em Sydney. O segundo é acusado de compilar um “Manual do Terrorista” com base em artigos da Internet.

ESPANHA

  • A 15 de Junho, na sequência de duas operações levadas a cabo em Madrid, Andaluzia, Catalunha, Levante e Ceuta, foram detidos dezasseis islamistas, cinco dos quais supostamente envolvidos nos atentados de 11 de Março.
  • A 20 de Junho, foi decretada a prisão preventiva de cinco cidadãos de origem magrebina, por integração e colaboração com organização terrorista e indução ao suicídio. Todos eles haviam sido detidos na semana anterior.
  • A 29 de Junho, foram anunciadas as detenções de dois cidadãos, um argelino e um marroquino, em 27 de Junho, na província de Valência, e de outro marroquino, a 28 de Junho, na província de Gerona. As detenções surgiram na sequência da operação ‘Tigris’, iniciada a 15 de Junho.

EUA

  • A 8 de Junho, dois cidadãos norte-americanos de origem paquistanesa, suspeitos de ligações à Al-Qaida, foram detidos na Califórnia.
  • A 16 de Junho, as autoridades judiciais norte-americanas anunciaram a detenção de um estudante palestiniano, naturalizado norte-americano, suspeito de ter planeado uma viagem ao Médio Oriente para se juntar à Jihad Islâmica e combater Israel.

HOLANDA

  • A 15 de Junho, em Amesterdão, foi detido um cidadão holandês, suspeito de integrar o grupo islamista Hofstad e supostamente envolvido numa tentativa de atentado contra a deputada, de origem somali, Ayaan Hirsi Ali, voz crítica contra o Islão radical.
  • A 23 de Junho, em Amesterdão, foi detido o cidadão holandês de origem marroquina Noureddine El Fatmi, presumível membro do grupo Hofstad, juntamente com duas mulheres que o acompanhavam.
ÍNDIA
  • A 8 de Junho, a polícia deteve três indivíduos acusados de perpetrarem os atentados ocorridos em duas salas de cinema de Nova Deli, a 22 de Maio de 2005, de que resultaram um morto e 56 feridos. Um dos detidos é o presumível líder do grupo terrorista independentista sikh “Babbar Khalsa”.

IRLANDA DO NORTE

  • A 4 de Junho, Terry Davison e Jim McCormick, membros do Exército Republicano Irlandês (IRA), detidos na véspera, um em Belfast e o outro em Birmingham, foram formalmente acusados do assassínio de Robert McCartney e da tentativa de assassínio de um amigo deste, respectivamente.

ITÁLIA

  • A 1 de Junho, cinco membros das Brigadas Vermelhas para a Construção do Partido Comunista Combatente (BR-CPCC), foram condenados a prisão perpétua, pelo homicídio de Marco Biagi, consultor do Governo italiano, ocorrido em Março de 2002. A referida acção foi reivindicada pelas BV-Pcc, as quais reclamaram pertencer às Brigadas Vermelhas (BV), o movimento terrorista de extrema-esquerda responsável por vários assassínios e atentados nos anos 70 e 80.
  • A 6 de Junho, em Roma, foram detidos três presumíveis membros da mesma organização.
JORDÂNIA
  • A 28 de Junho, um tribunal militar deliberou a libertação de Isam al-Barqawi alias Abu Mohammed al-Maqdisi, considerado o mentor de Abu Musab Al-Zarqawi.

 

MAURITÂNIA

  • A 17 de Junho, foi detido um cidadão argelino, membro do Grupo Salafita para a Prédica e Combate (GSPC), alegadamente envolvido num ataque, ocorrido no passado dia 4, contra uma base do exército mauritano.

PAQUISTÃO

  • A 19 de Junho, no distrito de Qarghayi, foram detidos três paquistaneses que planeavam assassinar o Embaixador norte-americano em Cabul.

REINO UNIDO

  • A 21 de Junho, em Manchester, foi detido um francês de origem argelina, sob a acusação de envolvimento em atentados contra as forças da coligação internacional presente no Iraque.
  • A 22 de Junho, em Londres, foi detido um cidadão holandês suspeito de envolvimento em actividades de recrutamento relacionado com terrorismo.

TURQUIA

  • A 27 de Junho, o Ministério Público pediu prisão perpétua contra quatro suspeitos de pertencerem a um grupo supostamente vinculado à Al-Qaida. Os suspeitos são acusados de ligação aos atentados suicidas realizados em Istambul no mês de Novembro de 2003.

JULHO

PORTUGAL

  • A 21 de Julho, o Tribunal Constitucional (TC) determinou a extradição do cidadão indiano Abu Salem para a Índia, condenado em Portugal por uso de documentos falsos, confirmando assim uma decisão já tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). As autoridades indianas pediram a extradição de Abu Salem por suspeita de actos terroristas.

ALEMANHA

  • A 18 de Julho, em Karlsruhe, as autoridades judiciais ordenaram a libertação de um cidadão germano-sírio, alegadamente ligado à Al Qaida e detido na Alemanha a aguardar extradição para Espanha, por considerarem inválida a aplicação neste país do mandado de detenção europeu. Segundo um dos artigos da Constituição alemã, não se pode extraditar cidadãos alemães, excepto em casos muito excepcionais.

ARÁBIA SAUDITA

  • A 3 de Julho, em Riade, foi morto o marroquino Younis Mohamed al-Hayyari, considerado o líder da Al-Qaida no país.

ESPANHA

  • A 1 de Julho, a Comissão Interministerial de Asilo e Refúgio acordou retirar o estatuto de refugiado político ao ex-presidente do Centro Cultural Islâmico de Valência, sob a acusação de vínculos ao terrorismo islamista e à Al-Qaida.

EUA

  • A 27 de Julho, em Seattle, o argelino Ahmed Ressam, membro da al Qaida, foi condenado a vinte e dois anos de prisão por envolvimento na preparação de atentado contra o aeroporto de Los Angeles, a 1 de Janeiro de 2000.
  • A 28 de Julho, em Nova Iorque, o imam iemenita Mohamed Ali Hassan al-Moayad, acusado de apoio financeiro à organização islamista palestiniana Hamas e à rede Al Qaida, foi condenado a setenta e cinco anos de prisão. Moayad e o seu assistente Mohammed Zayed foram detidos em Frankfurt, em Janeiro de 2003, e depois extraditados para os EUA.

FRANÇA

  • A 12 de Julho, em Marselha, foi detido o argelino Othman Deramchi, sobre o qual recaía uma condenação de oito anos de prisão em Itália, por ser considerado responsável pela criação de uma rede de apoio logístico à organização terrorista GIA, a qual teria como objectivo perpetrar acções violentas na Argélia, assim como tráfico de armas e falsificação de documentos.
  • A 23 de Julho, no âmbito do Plano Vigiparate, criado pelo Governo francês para reagir ao terrorismo após os atentados do passado dia 7, em Londres, um imame de Lyon, Abdelhamid Aissaoui, foi expulso para a Argélia. Este indivíduo foi condenado, em 1995, a quatro anos de prisão por estar implicado num atentado terrorista ao TGV, entre Lyon e Paris. Em Janeiro de 1999, fazia parte de uma lista dos serviços de segurança franceses, onde constava o nome de vários imames radicais, e foi proibido de visitar França.

HOLANDA

  • A 11 de Julho, em Amesterdão, deu-se início ao julgamento de Mohammed Bouyeri, acusado do suicídio do cineasta holandês Theo Van Gogh, em nome do Islão radical, que confessou a autoria do atentado.
  • A 13 de Julho, em Amesterdão, o Ministério Público anunciou a detenção de um jovem de dezassete anos, presumivelmente ligado ao grupo terrorista islamista Hofstad. O indivíduo comunicava através de “chats” da Internet, sob um pseudónimo, propagando ideias islamistas radicais.

INDONÉSIA

  • A 1 de Julho, foi anunciada a detenção de vinte e quatro terroristas, suspeitos de terem participado em atentados na Indonésia nos últimos três anos. Os detidos serão membros da rede do grupo “Jemaah Islamiyah”, considerado o braço da Al Qaida no sudeste asiático.

ITÁLIA

  • A 8 de Julho, em Roma, três membros das novas “Brigadas Vermelhas” foram condenados a prisão perpétua pela sua participação na morte do assessor governamental Massimo d’Antona, a 20 de Maio de 1999, na capital italiana. Estes indivíduos já tinham sido condenados, no passado 1 de Junho, a outra pena de reclusão perpétua pelo homicídio, em 2002, em Bolonha, do assessor do Ministério do Trabalho, Marco Biagi.
  • A 13 de Julho, um imam marroquino, acusado pelas autoridades de Rabat de ligações aos atentados de Casablanca, em Maio de 2003, foi condenado a quatro anos de prisão. Também Kamel Hamroui foi condenado a três anos e quatro meses que, tal como Rafik, foi acusado de pertencer a uma célula terrorista que planeava ataques em Itália.
  • A 29 de Julho, em Roma, foi detido o alegado autor do atentado falhado na estação de metro de Shepherd´s Bush, em Londres, Hamdi Isaac Adus, também conhecido como Hussain Osman. Este indivíduo, de nacionalidade britânica e origem etíope, admitiu ter sido recrutado por Mukhtar Said Ibrahim, responsável pela bomba que deveria ter explodido no autocarro nº 26, em Hackney..

JORDÂNIA

  • A 21 de Julho, as autoridades judiciais informaram que Issam al-Barqawi, antigo mentor do líder da Al Qaida no Iraque, foi detido, no dia 6 do corrente mês, sob acusação de manter contactos com grupos terroristas.

PAQUISTÃO

  • A 20 de Julho, foi detido Mohammad Imran, membro do grupo radical ilegalizado Lashkar-i-Jhangvi. Este indivíduo é acusado de ser o cérebro do atentado contra uma mesquita xiita de Sialkot que, em Outubro do ano passado, provocou a morte de trinta pessoas.
  • A 27 de Julho, em Gujranwara, foi detido o islamista paquistanês Hashim Qadeer, suspeito de estar implicado no assassínio do jornalista norte-americano Daniel Pearl, em 2002.
  • A 29 de Julho, o governo paquistanês anunciou ter decidido interditar as escolas corânicas (madrassas) do país a estudantes estrangeiros, expulsando os que actualmente as frequentem e impedindo a inscrição de novos alunos. Esta decisão resultou do facto de pelo menos dois dos bombistas dos atentados de 7 de Julho, em Londres, terem estudado em escolas corânicas.

AGOSTO

ALEMANHA

  • A 19 de Agosto, o Supremo Tribunal de Hamburgo condenou o cidadão marroquino Mounir al-Motassadeq a sete anos de prisão por ligação à Al Qaida. Todavia, ficou ilibado da acusação de cumplicidade no homicídio das vítimas do 11 de Setembro de 2001.

ARÁBIA SAUDITA

  • A 18 de Agosto, em Riade, Saleh al-Ufi foi morto durante confrontos com a polícia. Saleh al-Ufi, que se tornou líder da Al-Qaida na península arábica após a morte do marroquino Ibrahim al-Hayari, em Junho de 2004, era um dos dois elementos por capturar de uma lista de vinte e seis alegados terroristas divulgada pelas autoridades sauditas em Dezembro de 2003. Dessa lista, o único ainda por capturar é Taleb al-Taleb.

EGIPTO

  • A 1 de Agosto, as autoridades egípcias anunciaram ter morto Mohammed Ahmed Saleh Felifel, o principal suspeito dos atentados perpetrados nas localidades de Sharm el-Sheikh, em 23 de Julho passado, e de Taba, em Outubro de 2004.
  • A 18 de Agosto, a norte da península do Sinai, foi detido Hassan al-Araichi, por suspeita de estar implicado nos atentados de 23 de Julho, em Sharm el-Sheikh.

INDONÉSIA

  • A 19 de Agosto, a imprensa norte-americana divulgou a detenção do engenheiro indonésio Parlindungan Siregar, ocorrida na Indonésia, em 30 de Julho passado. Este indivíduo, membro da “Jemaah Islamiyah” (JI), com ligações à Al Qaida, procurado desde 2001, é considerado terrorista pelos EUA e foi acusado por Espanha, em Setembro de 2003, de ter dirigido um campo de treino para militantes islamistas oriundos da Europa.

JORDÂNIA

  • A 4 de Agosto, nas regiões de Abu Nseir e Sueilleh, foram desmanteladas duas redes terroristas ligadas à Al Qaida e detidos dezassete indivíduos, relacionados com as “Brigadas Al-Haramein” da Arábia Saudita e com  Abu Mussab al-Zarqawi.

MARROCOS

  • A 16 de Agosto, foram detidos treze radicais islâmicos, pertencentes à “Salafiyya Jihadia”, uma célula do grupo implantada em Salé e liderada por Mustapha El Khayri. Seis daqueles, que procuravam integrar-se no “Grupo Salafita para a Prédica e Combate” (GSPC), foram entregues a Marrocos pelas autoridades argelinas.

REINO UNIDO

  • A 3 de Agosto, Ismail Abdurahman, detido no passado dia 28 de Julho, no Reino Unido, foi acusado de envolvimento nos atentados falhados de 21 de Julho, com base no facto de ter ocultado informações sobre Hamdi Isaac.
  • A 5 de Agosto, o Banco de Inglaterra anunciou o congelamento das contas bancárias dos quatro presumíveis terroristas que levaram a cabo os atentados falhados de 21 de Julho. Segundo o Banco, Muktar Said Ibrahim @ Muktar Muhammad Said utilizava seis variantes para o seu nome, enquanto que Hamdi Isaac @ Hussain Osman @ Andrew recorria a duas versões, mas com três ortografias diferentes. Isaac apresentava-se como proveniente da Somália ou da Eritreia, alternadamente. Ramzi Mohammed apresentava seis moradas diferentes, em Londres e nos arredores. Yasin Hassan Omar apesar de ser o único que apresentava uma só morada, terá fornecido duas datas de nascimento, uma em 1976 e outra em 1978.
  • A 7 de Agosto, Ibrahim Mukhtar Said e Ramzi Mohammed, detidos no passado dia 29 de Julho, foram formalmente acusados de conspiração e tentativa de homicídio nos atentados de 21 de Julho. Sobre o primeiro recai ainda a acusação de ter tentado detonar uma bomba num autocarro em Londres, enquanto o segundo enfrenta ainda a acusação de ter tentado fazer explodir uma bomba numa carruagem de metro na estação Oval. Dois dias antes, Yassin Hassan Omar foi acusado pelos mesmos crimes.
  • No mesmo dia, em Londres, no âmbito das medidas antiterroristas anunciadas pelo Primeiro-Ministro britânico, foi detido o islamista jordano de origem palestiniana Omar Abu Omar, mais conhecido como Abu Qatada.
  • A 12 de Agosto, as autoridades britânicas anunciaram que o clérigo muçulmano radical Omar Bakri Mohammed Fustoq, detido na véspera em Beirute, para onde viajou a 6 de Agosto, ficou proibido de entrar no Reino Unido. Este indivíduo, de origem síria e de nacionalidade libanesa, vivia no Reino Unido desde que foi expulso da Arábia Saudita em 1986, e era o líder do movimento extremista Al Muhadjirun, oficialmente dissolvido em Outubro de 2004.
  • A 24 de Agosto, em Banguecoque, foi detido o argelino Atamnia Yachine na posse de cento e oitenta passaportes falsos, entre os quais franceses e espanhóis, que, alegadamente, pretendia fazer chegar ao Reino Unido. Este país procedeu ao seu pedido de extradição, por suspeita de ligações aos autores dos atentados de 7 de Julho em Londres.  

SÉRVIA E MONTENEGRO

  • A 18 de Agosto, as autoridades sérvias afirmaram que o marroquino Abdelmajid Bouchar, detido no dia 23 de Julho, em Belgrado, seria brevemente extraditado para Espanha. Bouchar é acusado pela justiça espanhola de implicação material directa nos atentados de 11 de Março, em Madrid.

TAILÂNDIA

  • A 3 de Agosto, no aeroporto de Banguecoque, foi detido um cidadão britânico de origem argelina, identificado como Mahieddine Daikh, na posse de trezentos e cinquenta e dois passaportes europeus falsos, entre eles cento e vinte e cinco portugueses, que terão sido adquiridos a um paquistanês.

SETEMBRO

ALEMANHA

  • A 5 de Setembro, o Ministro do Interior alemão Otto Schily interditou duas organizações e uma editora com sede na Alemanha por suspeitas de apoiarem organizações terroristas. Foram interditadas a Associação Yatim Kinderhilfe (Assistência Infantil Yatim), com sede em Essen, e a Organização Islâmica de Viagens de Beneficência (IWO) de Herne por terem recolhido donativos para o movimento radical palestiniano Hamas e a Editora E. Xani de Neu Isenburg, sucedânea da Associação Al-Aqsa, já suspensa por Schily em 2002 por ter feito colectas de dinheiro para o Hamas e pela publicação da revista Ozgur Politika, o jornal do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).

ESPANHA

  • A 26 de Setembro, um tribunal de Madrid condenou dezoito pessoas, das vinte e quatro acusadas, a penas de seis a vinte e sete anos de prisão por pertencerem à Al Qaida e por envolvimento nos atentados de 11 de Setembro de 2001. Contudo, absolveu-os de assassínio e ilibou seis. Os arguidos condenados são:
    • Imad Eddin Barakat Yarkas, conhecido como Abu Dahdah, condenado a vinte e sete anos de prisão por liderar a célula terrorista da Al Qaida em Espanha e conspirar nos atentados de 11 de Setembro nos EUA;
    • Tayssir Alluni, jornalista da cadeia de televisão do Qatar Al-Jazira, foi condenado a sete anos de prisão por “colaboração” com a Al Qaida;
    • Driss Chebli, marroquino, foi condenado a seis anos de prisão por “colaboração” com a Al Qaida, sendo absolvido da acusação de participar na preparação do 11 de Setembro de 2001;
    • Usama Darra e Jasem Mahbule foram condenados a onze anos de prisão por serem dirigentes de uma organização terrorista;
    • Luís José Galán Gonzalez, conhecido por Yusuf Galán, foi condenado a nove anos e seis meses por pertencer a uma organização terrorista e posse ilegal de armas;
    • Abdulla Khayata Kattan e Mohamed Kalaje Zuaydi foram condenados a nove anos por pertencerem a uma organização terrorista;
    • Mohamed Zaher, Abdelarahman Alarnaot e Mohamed Needi foram condenados a oito anos e seis meses de prisão por pertencerem a uma organização terrorista;
    • Sadik Meriziak, Abdulaziz Benyaich, Najib Chaib, Hassan Al Hussein e Said Chedali foram condenados a oito anos de prisão por pertencerem à Al Qaida;
    • Kamal Hadid Chaar e Jaml Hussein foram condenados a seis anos por colaboração com uma organização terrorista.
    • Os foram absolvidos são:
    • Gahsub Al Abarsh Ghalyum, Mohamed Khair Al Saqqa, Waheed Koshagi Kelani, Ahmad Koshagi Kelani, Sid Ahmed Budjella e Bassam Dalati Satut.

EUA

  • A 22 de Setembro, Hamid Hayat, norte-americano de origem paquistanesa, detido no passado mês de Junho, foi acusado de ter frequentado um campo de treino ligado à Al Qaida, no Paquistão, entre Março de 2003 e Junho de 2005, e de ter prestado apoio logístico aos terroristas.

FRANÇA

  • A 26 de Setembro, nas localidades de Trappes e Evreux, nos subúrbios de Paris, foram detidas nove pessoas, pertencentes a um grupo islamista radical “Ansar al-Fatah” (Partidários do Islão), com ligações ao “Grupo Salafista para a Prédica e Combate” (GSPC), por alegadamente estarem a preparar atentados terroristas na capital francesa, designadamente contra um aeroporto, o metro e a sede da Direcção de Vigilância do Território (DST). Entre os detidos figura o presumível chefe do grupo, Safe Bourrada, franco-argelino, que integrou uma rede de apoio ao “Grupo Islâmico Armado” (GIA) no início dos anos 90, e que foi condenado pela sua implicação nos atentados bombistas de 1995 em Paris, perpetrados pelo GIA.

INDONÉSIA

  • A 22 de Setembro, em Jacarta, o indonésio Saipul Bahri, conhecido por Apuy, foi condenado a dez anos de prisão por ter participado no atentado contra a Embaixada da Austrália, em Jacarta, em Setembro de 2004, na altura reivindicado pela “Jemaah Islamiya” (JI). Bahri foi acusado de ter ocultado os presumíveis cérebros daquele atentado, designadamente os malaios Noordin Mohammad Top e Azahari bin Husin, actualmente com paradeiro desconhecido. Anteriormente, outros dois indonésios, Iwan Darmawan Mutho e Ahmad Hasan, foram condenados à morte por implicação directa no mesmo atentado.

ITÁLIA

  • A 5 de Setembro, as autoridades italianas deportaram para Marrocos um imame radical de Turim, por considerar que este representa um perigo para a segurança nacional.
  • A 22 de Setembro, o britânico de origem etíope Hamdi Issac, mais conhecido como Husein Osman, um dos quatro presumíveis autores dos atentados falhados de 21 de Julho em Londres, foi extraditado para o Reino Unido.
  • A 26 de Setembro, em Milão, as autoridades italianas desarticularam uma rede de financiamento de um grupo argelino suspeito de estar ligado ao “Grupo Salafita para a Prédica e Combate” (GSPC). Onze pessoas foram acusadas de terrorismo internacional, cinco das quais já se encontravam presas por tráfico de armas, e as restantes encontram-se em paradeiro desconhecido. Esta rede fazia transferências de dinheiro para o estrangeiro, sobretudo para a Bélgica, Reino Unido e Espanha. Uma das transferências bancárias era dirigida a Madjid Sahouane, detido em Pamplona, em 20 de Outubro de 2004, acusado de planear um atentado com um camião armadilhado contra a Audiência Nacional, em Madrid.

PAQUISTÃO

  • A 9 de Setembro, as autoridades policiais paquistanesas detiveram Mufti Muhammad Sabir, um presumível membro da organização terrorista Harakatu-l-Jihad al-Islam (Organização da Jihad Islâmica,) acusado de participar num atentado que matou onze engenheiros franceses na localidade de Carachi, leste do Paquistão, e de planear vários outros atentados na mesma cidade.
  • A 28 de Setembro, as autoridades paquistanesas anunciaram a detenção de Asif Choto, líder do grupo terrorista sunita “Lashkar-e-Jhangvi”, ligado à Al Qaida e responsável por vários atentados, entre os quais o de 30 de Maio deste ano, contra uma mesquita em Carachi, e o de 30 de Outubro de 2004, contra uma mesquita de Siakot.

SÉRVIA E MONTENEGRO

  • A 25 de Setembro, foi extraditado para Espanha o marroquino Adelmajid Buchar, detido no dia 23 de Julho, em Belgrado, por suspeita de implicação directa nos atentados de 11 de Março de 2004, em Madrid. Dos vinte e oito indivíduos actualmente detidos em Espanha, apenas dois outros, o marroquino Jamal Zugam e o sírio Basel Ghayun, foram acusados de implicação directa nos mesmos atentados.

 

OUTUBRO

ALEMANHA

  • A 26 de Outubro, o Tribunal Regional de Dusseldorf condenou quatro terroristas islâmicos, pertencentes ao grupo do jordano Abu Mussab al-Zarqawi, a penas entre os cinco e os oito anos de prisão, por planearem atentados contra dois restaurantes em Dusseldorf e contra a sede da Comunidade Judaica em Berlim, em 2001. Trata-se dos jordanos Mohammed Abu Dhess e Ismail Shalabi, do palestiniano Ashraf al-Dagma, estes considerados culpados de pertencer a um grupo terrorista e de planear atentados, e do argelino Djamel Moustfa que foi condenado por dar apoio ao grupo e por estar na posse armas proibidas.

BÓSNIA-HERZEGOVINA

  • A 21 de Outubro, as autoridades bósnias anunciaram a detenção, na semana passada, de três indivíduos, um sueco, um turco e um bósnio, suspeitos de estarem a preparar atentados suicidas na Bósnia. Um dos detidos terá feito uma gravação, na qual recita uma oração islâmica, que se destinaria a ser encontrada após a sua morte.

DINAMARCA

  • A 27 de Outubro, em Copenhaga, quatro muçulmanos dinamarqueses foram detidos, por suspeita de estarem a preparar atentados suicidas num país não identificado da Europa. Os detidos estão ligados a uma investigação que decorre na Bósnia, onde, nos dias 19 e 20 do corrente mês, as autoridades prenderam um turco, um sueco e um bósnio, por suspeita de prepararem um ataque terrorista. No dia seguinte, mais dois suspeitos, um homem e uma mulher, também foram detidos, acusados de darem apoio aos quatro muçulmanos dinamarqueses.

ESPANHA

  • A 5 de Outubro, em Madrid, o espanhol Hamed Abderrahman Ahmed, conhecido como o “talibã espanhol” e que foi libertado no passado mês de Fevereiro da base norte-americana de Guantanamo, foi condenado a seis anos de prisão por ter integrado a Al Qaida e por ter viajado para o Afeganistão com o propósito de se converter num mujaidine e praticar a jihad.

EUA

  • A 11 de Outubro, os EUA incluíram na sua lista de organizações terroristas o “Grupo Islâmico Combatente Marroquino” (GICM), considerado como o principal braço da rede terrorista Al Qaida e implicado nos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid e de Maio de 2003 em Casablanca. Esta decisão implica a proibição de apoio ao grupo por qualquer cidadão norte-americano, o congelamento dos bens e contas do GICM nos EUA e abre a possibilidade de serem recusados vistos aos elementos ligados à organização terrorista.
  • A 26 de Outubro, os EUA extraditaram para o Cairo o egípcio Mohamed Mahmud Abu Halina, acusado de ter participado no atentado contra o World Trade Center de Nova Iorque, em 1993.

FRANÇA

  • A 3 de Outubro, na zona de Montargis, no sul de Paris, em resultado de uma operação policial, cujos objectivos principais eram franceses convertidos ao Islão, com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos e com ligações a Safe Bourrada, foram detidos quatro islamistas radicais. Estes indivíduos, que foram acusados por “associação de malfeitores associada a actividades terroristas” e ao financiamento do terrorismo, faziam parte da célula desmantelada, no passado dia 26, liderada por Safe Bourrada. Segundo as autoridades, esta célula, supostamente ligada ao “Grupo Salafista para a Prédica e Combate” (GSPC), poderia estar a planear atentados contra o Metro de Paris, a sede da DST e o aeroporto de Orly. Recorde-se que o GSPC já tinha ameaçado a França pelo seu apoio ao Governo argelino, pela sua participação em acções antiterroristas no Afeganistão e pela sua legislação que proíbe o véu islâmico nas escolas públicas.

HOLANDA

  • A 14 de Outubro, durante uma operação policial efectuada na Haia, em Amesterdão e em Almere, foram detidos sete indivíduos, de nacionalidade holandesa, suspeitos de ligações ao grupo “Hofstad” e de planeamento de atentados contra políticos e instituições estatais. Entre os detidos encontra-se Samir Azzouz, de origem marroquina, que em Abril do corrente ano tinha sido julgado por suspeita de terrorismo, tendo sido absolvido por insuficiência de provas, mas que de acordo com as autoridades, está ligado a Mohammed Bouyeri, assassino confesso do cineasta Theo Van Gogh, e ao grupo “Hofstad”.
  • No mesmo dia, em Amesterdão, um tribunal decidiu que Mohammed Bouyeri, que foi condenado a prisão perpétua a 26 de Julho passado pelo assassínio do cineasta Theo Van Gogh, vai ser julgado por participar em actividades do grupo terrorista “Hofstad”.

REINO UNIDO

  • A 8 de Outubro, em Croydon, em Wolverhampton e em Derby, foram detidos dez indivíduos suspeitos de prepararem atentados contra várias cidades britânicas com recurso a viaturas armadilhadas. Os detidos, que não têm qualquer ligação com os atentados ocorridos em Londres a 7 e 21 de Julho, estão ligados a Abu Mussab al-Zarqawi, líder da Al Qaida no Iraque.
  • A 10 de Outubro, o ministro britânico do Interior divulgou uma lista de “quinze organizações terroristas islâmicas” e ao abrigo da lei antiterrorista de 2000 pediu ao Parlamento a sua ilegalização. Trata-se das seguintes organizações: o “Grupo Islâmico Combatente Marroquino” (GICM), o “Ansar al-Sunna” (Os Defensores dos Preceitos do Profeta), o “Grupo Islâmico Líbio de Combate”, o grupo curdo iraquiano “Ansar al-Islam”, o grupo somali “Al-Ittihad al-Islamia”, o movimento afegão “Hezb-i-Islami” de Gulbuddin Kekmatyar, os grupos paquistaneses “Harakat al-Mujahideen al-Alami”, “Harakatul-Jihad-ul-Islami” (Huji), “Sipah-e-Sahaba”, “Harakatul-Jihad-ul-Islami do Bangladesh” (Huji-B), bem como “Jundallah”, Khuddam u-Islam”, “Jamaat ul-Furquan”, “Lashkar-e-Jhangvi” e o “Islamic Jihad Union do Uzbequistão”.
  • A 21 de Outubro, em Londres, três indivíduos, cujas identidades não foram reveladas, foram detidos por suspeita de “prática, preparação e incitamento” de actos terroristas. Estas detenções estão relacionadas com o terrorismo internacional mas não têm ligação aos atentados ocorridos em Julho passado, em Londres.

ROMÉNIA

  • A 6 de Outubro, na sequência de notícias divulgadas na imprensa, as autoridades romenas confirmaram o desmantelamento, desde o início do ano, de uma célula da Al Qaida, dirigida pelo saudita Musaab Ahmed Majalli. Cinco elementos desta célula, que recrutavam novos adeptos no país, foram expulsos e proibidas de entrar na Roménia por um período de quinze anos.

NOVEMBRO

ALEMANHA

  • A 16 de Novembro, Ata A. R., Mazen A. H. e Rafik M. Y. foram acusados de terem planeado um atentado contra o antigo Primeiro-Ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, quando se deslocou a Berlim em Dezembro de 2004. Mazen A. H. e Rafik M. Y. foram identificados como membros do grupo “Ansar al-Islam” (Partidários do Islão), organização radical sunita, criada em 2001 sob a designação “Jund al-Islam” que agrupa facções curdas do norte do Iraque e que mantém ligações com a Al Qaida.

AUSTRÁLIA

  • A 8 de Novembro, em Sydney e Melbourne, foram detidos dezasseis indivíduos, todos nascidos ou naturalizados na Austrália, suspeitos da preparação de um atentado, cujo alvo seria o único reactor existente no país. Segundo a polícia, os suspeitos estarão ligados a uma célula jihadista, dirigida pelo clérigo radical de origem argelina Abdul Nacer Benbrika, também conhecido como Abu Bakr, igualmente detido.

BÉLGICA

  • A 30 de Novembro, durante uma operação policial desencadeada em Bruxelas e Antuérpia, foram detidos catorze indivíduos, dois tunisinos, três marroquinos e os restantes belgas, por suspeita de integrarem uma rede radical islâmica, vocacionada para o recrutamento de voluntários para o Iraque e com ligações à cidadã belga Muriel Degauque, autora de um atentado suicida em Bagdad, no passado dia 9. Muriel Degauque, convertida ao Islão, era casada com um radical belga de origem marroquina, morto pelas tropas dos EUA no Iraque. Paralelamente, foi também detido em França, nos arredores de Paris, um suspeito presumivelmente relacionado com a rede belga.

ESPANHA

  • A 23 de Novembro, durante uma operação desencadeada em Alicante, Granada e Múrcia, foram detidos onze argelinos que integravam uma célula terrorista islamista, a qual financiava e dava apoio logístico ao “Grupo Salafista para a Prédica e o Combate” (GSPC). Segundo as autoridades espanholas, os detidos dedicavam-se ao narcotráfico, ao fabrico e distribuição de documentos de identidade e cartões de crédito falsos que permitiam aos elementos da célula movimentarem-se em vários países europeus, nomeadamente a Alemanha, a Holanda, a Dinamarca, o Reino Unido e a Bélgica, onde tinham contactos com outros indivíduos de origem argelina.

EUA

  • A 22 de Novembro, José Padilla, cidadão norte-americano de origem porto-riquenha, detido numa prisão militar há mais de três anos por suspeita de planear a explosão de uma “bomba suja” nos EUA, foi formalmente acusado de conspirar para matar. Segundo as autoridades norte-americanas, o acto de acusação indica que Padilla viajou para o estrangeiro para receber treino como terrorista, com a intenção de combater na jihad.

 

HOLANDA

  • A 30 de Novembro, foi detido um imam da mesquita de Eindhoven e entregue aos serviços da imigração da Holanda, enquanto aguarda a sua expulsão. Trata-se da conclusão de um processo iniciado em Fevereiro passado, quando o Governo holandês decidiu expulsar três imames que, segundo as autoridades, estão ligados ao movimento salafista, os quais contribuíam para a radicalização dos muçulmanos na Holanda e incitava à jihad.
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ÍNDIA

  • A 10 de Novembro, na Caxemira, foi detido Tariq Ahmad Dar, membro do grupo paquistanês “Lashkar-e-Tayba” (LeT), considerado o cérebro do triplo atentado ocorrido em Nova Deli, no dia 29 de Outubro de 2005. Foram, entretanto, identificados dois autores daqueles atentados, Abu Alqama e Abu Hussain Khan. Inicialmente, os ataques foram reivindicados pelo grupo revolucionário “Islamic Inqilabi Mahaz” (IIM), próximo do LeT, mas este grupo desmentiu qualquer implicação nos atentados.

INDONÉSIA

  • A 9 de Novembro, em Batu, o malaio Azahari bin Husin foi morto durante uma operação policial. A este indivíduo, acusado de ser membro e técnico de explosivos do grupo terrorista “Jemaat Islamiyah” (JI), eram-lhe atribuídos numerosos atentados, nomeadamente os de Bali em 2002, contra o hotel Marriot, em Jacarta, em 2003, frente à Embaixada da Austrália, outro também em Jacarta, em 2004, e os ocorridos de novo em Bali, em Outubro passado.

ITÁLIA

  • A 16 de Novembro, em Nápoles e Brescia, foram detidos três argelinos identificados como sendo Yamine Bouhrama, Khaled Serai e Mohamed Larbi, suspeitos de estarem relacionados com células do “Grupo Salafista para a Prédica e o Combate” (GSPC) na Europa. Segundo as autoridades italianas, o papel dos detidos não era apenas logístico, mas também “potencialmente operativo” e todos tinham contactos internacionais.

MARROCOS

  • A 24 de Novembro, em Rabat, dezoito marroquinos, cujas detenções foram anunciadas no passado dia 20, por integrarem uma célula terrorista em formação, foram acusados de manterem contactos com a rede da Al Qaida no Iraque..  

PAQUISTÃO

  • A 3 de Novembro, as autoridades paquistanesas anunciaram a detenção, em Quetta, de dois supostos membros da Al Qaida. Um deles foi identificado como sendo o sírio Mustafa Setmarian Nasar, presumível mentor dos atentados de Março de 2004, em Madrid.

REINO UNIDO

  • A 4 de Novembro, Waseem Mughal e Younis Tsouli, detidos a 21 do mês passado em Kent e em Sheperd’s Bush, respectivamente, e Tariq Al-Daour, detido a 22 do mesmo mês em Paddington, foram formalmente acusados de terrorismo.
  • A 16 de Novembro, o ministro do Interior britânico, Charles Clarke, ordenou a extradição para os EUA de Babar Ahmad, acusado pelas autoridades norte-americanas de recolher fundos para apoio às actividades terroristas na Tchetchénia e no Afeganistão, através de correio electrónico e sites na Internet. É também acusado de ter pretendido instalar um campo de treino no Arizona, em 1998.
  • A 17 de Novembro, foi confirmada a extradição para França do argelino Rachid Ramda, também conhecido como Abu Farès. Este indivíduo, considerado um dos principais dirigentes do “Grupo Islâmico Armado” (GIA) na Europa, é acusado pelas autoridades francesas de ser o financiador dos atentados de 1995 no metropolitano parisiense. Em 1993, na Argélia, foi julgado à revelia e condenado à morte por participação num atentado contra o aeroporto de Argel.
  • No mesmo dia, as autoridades judiciais britânicas ordenaram a extradição, para Espanha, no prazo de dez dias, do espanhol de origem síria Mutaz Almallah Dabas, suspeito de implicação nos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid. Este indivíduo, presumível membro do “Grupo Islâmico Combatente Marroquino” (GICM), é também considerado responsável pelos atentados de Maio de 2003, em Casablanca.