Actividades/CO/Criminalidade Económica
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Como é que o SIS lida com esta ameaça?
O SIS tem por objectivo identificar e acompanhar as actividades das redes relacionadas com o branqueamento de capitais, as burlas e as fraudes financeiras, com o propósito de caracterizar os processos utilizados na prática dos principais tipos de crimes económicos e financeiros.

Dinheiro


A diluição das fronteiras económicas e o advento de novas tecnologias de informação, contribuem decisivamente para a rápida mundialização das actividades do crime organizado.


A liberalização da circulação dos capitais, a crescente imaterialidade das transacções financeiras, a utilização de novos meios de comunicação e as transferências electrónicas não controladas de fundos, proporcionam um vasto campo de oportunidade ao crime organizado.
Em Portugal, a circulação de capitais relacionados com os tráficos ilícitos, a corrupção e as fraudes fiscais tendem a crescer de ano para ano.
Note-se que, quer os fundos destinados à corrupção, quer os capitais branqueados (na sua maioria provenientes do narcotráfico, mas também do tráfico de armas, do contrabando, da prostituição, dos roubos, da extorsão e das burlas financeiras), atingem montantes de tal forma elevados que podem contribuir para destabilizar alguns sectores económicos, ou perturbar até alguns aspectos da política económica.

 

Quais são consequências do aumento da criminalidade económica e financeira em Portugal?
A debilitação da economia nacional legal;

  • Os riscos inerentes à existência de massas financeiros enormes, muito móveis e com comportamentos imprevisíveis;
  • A introdução dos lucros do crime económico e financeiro na economia legal, que lhe confere, a curto prazo, um controlo cada vez mais forte sobre certas actividades do país;
  • As dificuldades crescentes, por parte do Estado, na prossecução das suas decisões e estratégias políticas, económicas, orçamentais e sociais.