Recrutamento/Recrutamento
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Apesar de a criação do SIS remontar a 4 de Julho de 1985 (data de publicação da sua Lei Orgânica), há ainda quem julgue que não se justifica a sua existência. Trata-se, todavia, de uma ideia completamente equivocada, porque equivale, em rigor, a sustentar que não há ameaças à segurança interna do Estado português. Ora, nem a queda do muro de Berlim, no plano internacional, nem a cessação da actividade terrorista, no foro interno, autorizam tal conclusão. As ameaças à segurança interna persistirão enquanto subsistirem sociedades humanas diferenciadas e fronteiras estatais. O antagonismo entre o Ocidente e o Leste e o terrorismo moderno de inspiração político-ideológica constituíram um objecto histórico duradouro, mas ainda assim acidental, da "inteligência" e não a sua essência ou a sua razão de ser. Aquilo que sucede, na actualidade, é que os serviços de informações enfrentam dificuldades acrescidas na definição e prevenção das ameaças. Ameaças inovadoras e complexas que vão da espionagem tecnológica ao terrorismo de Estado, passando pela criminalidade informática e pela sabotagem ambiental.

Neste contexto, o SIS é o único organismo público competente para a produção de informações de segurança para apoio à decisão do Executivo. Este serviço de segurança interna é servido por pessoas altamente qualificadas, com elevado nível intelectual e cultura superior, nos mais diversos campos do conhecimento.
O recrutamento de pessoal para o quadro do SIS obedece às regras em vigor na Administração Pública em geral, acrescidas das especificidades inerentes aos Serviços de Informações e, no caso do SIS, das particularidades de perfil requeridas para o exercício de funções no domínio da security intelligence.

Para além das características de idoneidade moral e cívica, e de responsabilidade, já exigidas no serviço público, destacam-se, entre outras, qualidades como as de um elevado sentido de lealdade e de espírito de missão.
Existem quatro grandes áreas funcionais: operacional, informática, segurança e administrativa.
Para a generalidade dos funcionários e agentes que não integrem as carreiras operacionais de informações, i.e. para o pessoal da informática, segurança e apoio administrativo, as características do recrutamento serão especificamente ditadas pelos conteúdos funcionais das respectivas carreiras.

Para as carreiras de operacional de informações - que integram, genericamente, os operacionais da Análise, da Pesquisa e da Vigilância, incluindo as áreas técnicas, de tradução e de tecnologias de informação – o pessoal é recrutado, preferencialmente, na área das ciências sociais e humanas, sem prejuízo de outras que possam revestir-se de especial interesse para o Serviço.

Entre outras, os candidatos deverão ter, no essencial, as seguintes características:

  • senso comum;
  • discrição;
  • lealdade;
  • curiosidade;
  • gosto pela interacção e pelo trabalho em equipa;
  • criatividade e imaginação;
  • equilíbrio e elasticidade mental;
  • inteligência abstracta e emocional.

Se considera ter perfil e tem interesse em integrar esta equipa, preencha o formulário de candidatura disponível nesta página ou contacte connosco através do endereço electrónico de candidatura, que se destina exclusivamente à recepção do currículum vitae, que ficam em reserva de recrutamento a aguardar oportunidade, pelo período máximo de dois anos civis.