Mensagem do Diretor no
35º Aniversário do SIS

Bem-vindos

Este ano, ao perfazermos, no dia 4 de Julho, 35 anos de esforçada juventude e de operosa maturidade, a minha mensagem tem o mesmo propósito de sempre mas, é apresentada noutra circunstância e em condições que há um ano não se advinhavam.

A pandemia ainda em curso remeteu-nos para este relativo distanciamento ativo em que tivemos de garantir, com disponibilidade acrescida de criatividade, o reconhecimento do nosso tabalho e resultados. E tenho recebido sinais externos de que o temos merecido.

Já sabíamos que o mundo moderno está sujeito à incerteza. É da natureza da complexidade global o acréscimo da imprevisibilidade. Confirmámos o que já sabíamos.

Vale aqui a reflexão de que neste caso de pandemia vírica, a extirpação da ameaça está sujeita à mesma cadeia de procedimentos bem estimado da nossa propedêutica. A informação condiciona radicalmente a eficiência da ação. Falta informação para o domínio logístico do agente biológico, mas não falta a esperança. Faço votos de que todos estejam bem e assim continuem até que essa esperança se materialize.

As novas dificuldades do trabalho, não são compensadas por qualquer diminuição das emergências com que temos que lidar. O nosso encargo é o da prevenção da segurança, e seria ilusório pensar que os riscos e as ameaças diminuiram ou enquistaram. É próprio da natureza subversiva dos antagonismos a preparação submersa das ameaças. Conto com a redobrada atenção e o alento de todos, nesta fase ainda difícil.

Com criatividade dinâmica adaptamos muito rapidamente o Serviço. Os resultados não sentiram a mudança. É nossa intenção manter o élan das reestruturações em curso e das que em cada momento se justificarem.

Antevejo que o próximo aniversário será de regozijo por termos conhecido novos limites e termos superado o desafio. Será então tempo de um grande abraço retrospetivo.

Votos de saúde e ânimo para continuarmos juntos.

Adélio Neiva da Cruz